Papua Nova Guiné – Timor Leste – Olá Índico!!

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Saímos da Polinésia Francesa à pressa. Alterámos os planos de passar a época dos furacões na Austrália e propusemo-nos a navegar cerca de 5500 milhas náuticas em 40 dias. A época dos furacões começa em novembro e só acima da latitude 4 é que poderemos velejar seguros. Também decidimos que eu iria fazer uma pausa nestas saudades que me corroem e celebrar o 70º aniversário da minha mãe com ela, no Porto. Tivemos de deixar para trás muitas ilhas e paraísos por visitar, mas isso é algo com que lidamos desde o início desta viagem. Para nós, mais uma prova de fogo, tantas milhas de mar, tanto tempo sozinhos, os quatro entre o imenso azul de baixo e o imenso azul de cima…

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Foram cerca de 1200 milhas para a American Samoa, onde parámos 3 dias, abastecemos, descansámos, turismámos um pouco e seguimos para as Solomon Islands.  1600 milhas depois chegamos a San Cristobal Island, a um lugar perdido no tempo, uma calorosa aldeia indígena que para sempre nos fará sorrir ao recordá-la… Makira Harbour!  A seguir, 900 milhas de correntes cruzadas, nuvens negras, relâmpagos, chuva diária e ventos fortes e fracos levaram-nos à Papua Nova Guiné, à terra dos canibais! Parámos na capital, Port Moresby, 5 dias porque chegamos sábado e tivemos de aguardar que a embaixada da Indonésia abrisse na segunda-feira para pedirmos o visto de entrada na Indonésia, que só fica pronto no dia seguinte. Abastecemos, descansámos, comunicámos com o mundo, mas não nos esticámos na exploração do lugar. A cidade mostrou-se desorganizada, abrasadora, suja e indesejável… Com os extremos sociais lado a lado, uns a lutar pela segurança, os outros pela sobrevivência…  Desta vez, sem pena de partir, seguimos para a etapa seguinte, 1320 milhas até Dili, em Timor Leste. Esta travessia incluiu a passagem pelo temido Torres Strait, um estreito com pouca profundidade entre a Papua e a Austrália, com muitas ilhas, recifes, corais em pináculo e bancos de areia. Sem uma carta fiável, seria uma loucura! Não foi fácil, cruzámo-nos com muitos navios e apanhámos ventos fortes. O  Benyleo surpreendeu-nos com 13 nós de velocidade várias vezes. No fim, só se guarda o sabor do sucesso e o objetivo alcançado dá-nos ânimo. Depois do estreito mudamos de Oceano – e finalmente entramos no Índico! A cor do mar mudou, a meteorologia também, entramos em calmaria… 10 dias sem vento, mais de 3 centenas de litros de gasóleo e muito abuso dos frágeis motores para chegamos ao destino há muito sonhado – Timor! Infelizmente para uma curtíssima visita… agora faltam mais 600 milhas para chegarmos a Bali, mais uma ilha paraíso, onde os voos ficam por metade do preço e eu tenho de chegar antes do 14 de novembro 😊

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Festim de atuns!

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Vem aí chuva!!

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As nossas visitas mais frequentes e que nos enchem sempre de alegria!

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Até à próxima!!

One Comment on “Papua Nova Guiné – Timor Leste – Olá Índico!!

  1. Grande aventura! Estou a adorar fazer esta viagem convosco. Boa viagem para a Joana. E que regresse rápido para nos por a par dos progressos. Bjs

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